Em 29 de outubro, a população mundial é lembrada dos sintomas e da importância de agir rapidamente. Para acelerar assistência, Saúde DF lançou o AVC no Quadrado há um ano.
Quando uma pessoa é acometida por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), é possível que conviva com dores articulares e musculares decorrentes de fraqueza ou rigidez. Nesse sentido, a Secretaria de Saúde (SES-DF) também oferece cuidados após a assistência emergencial. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), atividades em grupo, orientações posturais e práticas integrativas ajudam a controlar o desconforto e devolvem a qualidade de vida.
“O exercício físico orientado é essencial para estimular o cérebro a criar novos caminhos e conexões neuronais, compensando áreas lesionadas”, explica o neurologista da SES-DF João Tatsch. “Além de reabilitar os movimentos, a atividade física combate a fadiga e a depressão pós-AVC e é fundamental para controlar a pressão arterial, evitando que um novo acidente aconteça”, complementa.
*Assistência imediata*
O AVC ocorre de forma súbita, quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Essa é uma das principais causas [https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/avc] de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Por isso, organizações internacionais [https://www.world-stroke.org/world-stroke-day-campaign/world-stroke-day-2026] reúnem-se, nesta quinta-feira (29), para conscientizar a população sobre os sintomas e a importância de agir rapidamente.
A cada minuto em que uma artéria fica entupida, cerca de 1,9 milhão de neurônios morrem. Para encurtar essa corrida contra o relógio, a SES-DF lançou, em maio de 2025 [https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/projeto-avc-no-quadrado-vai-ampliar-atendimento-no-df?p_l_back_url=%2Fbusca%3Fq%3Davc%2Bno%2Bquadrado&p_l_back_url_title=Busca], o projeto AVC no Quadrado.
Na capital federal, a iniciativa descentralizou a trombólise (tratamento medicamentoso de emergência para dissolver coágulos sanguíneos) para hospitais regionais estratégicos, apoiados por telemedicina (Telestroke). O Hospital de Base (HBDF) manteve-se como referência de alta complexidade. Participam do projeto o Hospital Regional do Gama (HRG) e o Hospital Regional de Sobradinho (HRS).
Chame o Samu
Ao identificar os primeiros sinais de um AVC, a chave para a atuação, revela Tatsch, é lembrar-se do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Brasil (Samu), pelo número 192.
“Não leve o paciente por conta própria para uma UBS ou para um hospital qualquer. O Samu faz a regulação médica e já transporta a pessoa direto para a unidade de emergência certa (com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada)”, orienta o neurologista.
