Servidoras do Samu e da Subsecretaria de Saúde Mental detalharam os procedimentos e requisitos para ação.
Com mais de cem policiais civis, policiais militares e bombeiros na plateia, servidoras da Secretaria de Saúde (SES-DF) participaram da abertura do “Curso Reconhecer: Atendimento Humanizado à População em Situação de Rua”. A capacitação foi promovida pela Casa Civil do Governo do Distrito Federal e pela Secretaria de Segurança Pública na quarta-feira (2), no Colégio Tiradentes, no Setor Policial Sul. O foco foi apresentar um detalhamento sobre a internação involuntária e os cuidados em situações de emergência psiquiátrica.
A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, destacou a execução da política pública como um avanço. “Este é um grande passo que estamos dando juntos”, afirmou. Ela explicou que a internação involuntária ocorre de maneira pontual, por decisão médica, além de haver comunicação prévia ao Ministério Público.
Conforme a subsecretária, o foco da ação é preservar a saúde física e mental do indivíduo atendido. “A internação não é punição. É para salvar a vida de uma pessoa”, explicou. Situações de conflito com a lei devem continuar sob responsabilidade das autoridades policiais. Além disso, o período da internação é definido por critério médico. “A pessoa não ficará internada para sempre. Será apenas pelo período necessário para estabilização”, acrescentou.
A psicóloga Lucciana Souza, do Núcleo de Saúde Mental do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu DF), detalhou que o Atendimento a Emergências Psiquiátricas representa o terceiro maior número de chamados no Samu. Ela explicou o papel da Regulação Médica para indicar portas de entrada dos serviços de saúde, as possibilidades via teleatendimento em saúde mental e como acionar o recurso necessário para cada caso. “A avaliação acontece de acordo com os critérios clínicos e legais”, disse.
Foi possível, ainda, passar informações a respeito de técnicas de abordagem de pessoas em situações de crise de saúde mental. Os exemplos apresentados mostraram situações em que o paciente pode mascarar sintomas de emergência psiquiátrica que demandam avaliação especializada e acolhedora para a adequada conduta de saúde.
A psicóloga destacou a importância da capacitação de todos os atores para um atendimento humanizado e resolutivo. “É quando passamos a enxergar aquele sujeito para além das limitações dos protocolos e encaminhamentos”, finalizou Souza.
O curso também contou com a participação de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) e de profissionais de segurança pública.
O texto está pronto após confirmação de informações específicas, especialmente sobre a denominação oficial do núcleo do Samu, o dado de que emergências psiquiátricas representam o terceiro maior número de chamados e a informação de que há comunicação prévia ao Ministério Público.



