“Prick test” e imunoterapia ajudam a acelerar diagnóstico e melhorar qualidade de vida de pessoas com rinite, asma, dermatites e outras condições.

A Policlínica de Taguatinga ampliou a oferta de atendimento especializado a pacientes com alergias e doenças associadas, como dermatites atópicas, rinites alérgicas, sinusites e asma. Com a recente implementação do prick test e agilidade na realização da imunoterapia, a unidade fortalece o diagnóstico e o tratamento dessas condições, proporcionando mais qualidade de vida aos usuários da rede pública.

Sofia Moraes, 12, convive com dermatite atópica – uma doença genética que causa inflamação na pele, ressecamento extremo e coceira intensa – e iniciou o tratamento na unidade. A mãe da adolescente, Ana Rosa Moraes, 44, conta que os cuidados trouxeram esperança para a família.

“Estamos em busca de qualidade de vida. Queremos que a Sofia possa tomar banho sem chorar. Às vezes, ela não consegue dormir porque a pele coça demais. Também há a fase da adolescência. Ela já escuta frases ruins e sofre ‘bullying’ por causa da inflamação”, conta Ana.

Prick test

Sofia Moraes, 12 anos, convive com dermatite atópica e iniciou o tratamento na unidade com grandes expectativas. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A trajetória de Sofia na policlínica teve como ponto de partida o “prick test”. O procedimento consiste na aplicação de pequenas gotas de alérgenos no antebraço do paciente. Se a pessoa tiver alergia à substância, aparecerá uma bola vermelha, semelhante a uma picada de mosquito.

De acordo com a enfermeira da unidade Emmanuelle Palhares, a realização do exame na própria policlínica permite agilizar o início do tratamento.

Imunoterapia

Ana Luiza Magalhães, 11 anos, iniciou a imunoterapia e já apresentou bons resultados. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Após a avaliação dos resultados identificados no “prick test”, alguns pacientes podem ser encaminhados à imunoterapia, “geralmente, o divisor de águas no tratamento de alergias, principalmente para rinites e asma”, diz a alergista da policlínica, Roshni Babulal. “Temos visto uma melhora muito grande nas pessoas.”

O tratamento consiste em expor o paciente – de forma gradual e controlada – aos alérgenos específicos que provocam a alergia. O objetivo é dessensibilizar o sistema imunológico das substâncias que causam as reações. A resposta individual e a gravidade da condição determinam o tempo e a frequência do tratamento.

“Eu digo para os pacientes que a rinite, o nariz entupido, não mata. Mas você não dorme direito, não descansa, acorda indisposto, não aprende direito o que você precisa aprender. Então, realizar um tratamento desses é ter qualidade de vida”, reforça Babulal.

Ana Luiza Magalhães, 11, foi uma candidata à imunoterapia após investigação de alergia. Segundo a mãe, Leidiana Magalhães, 42, os resultados foram percebidos rapidamente. “É um tratamento muito completo. Consigo pegar tudo pela policlínica: medicações e vacinas. A minha filha está bem melhor. Inclusive, descobri que ela possuía outros tipos de alergia, aprendi a maneira certa de ajudá-la.”

Atualmente, o serviço realiza entre mil e 1,3 mil atendimentos mensais relacionados à imunoterapia. O tratamento costuma durar de três a cinco anos, conforme a resposta individual de cada paciente.

Atendimento

O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pela avaliação inicial e pelo encaminhamento ao especialista quando necessário. Após consulta com o alergista, o paciente pode ser encaminhado para realizar o “prick test” e, posteriormente, a imunoterapia, conforme indicação.

No momento, o serviço de imunoterapia na policlínica de Taguatinga atende os pacientes da região de saúde Sudoeste, abrangendo moradores de Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente.