Gestos simples podem interromper a transmissão de doenças como gripe e covid-19.
Com o aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no País, uma das maiores preocupações das equipes de saúde tem sido diminuir a transmissão desses vírus. Exemplos recentes no Distrito Federal mostram que o sucesso desses esforços tende a passar pela própria população e por quais atitudes as pessoas tomam em meio aos surtos virais. Pode-se até afirmar que a prevenção possua o seu próprio “código de etiqueta” – mas você sabe o que isso significa?
Define-se “etiqueta respiratória” como toda manobra que evite espalhar gotículas que transmitam os vírus, como os da gripe (influenza A e B), covid-19 (SARS-CoV-2), rinovírus – causador do resfriado comum – e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
“Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, utilizar álcool em gel 70% e evitar tocar os olhos, o nariz e a boca são barreiras essenciais contra os vírus”, explica a gerente substituta de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernanda Ledes.
Segundo a especialista, é preciso, ainda, garantir que os ambientes estejam sempre bem arejados, mantendo portas e janelas abertas para a circulação do ar. “Também é fundamental não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres, e realizar a desinfecção frequente de superfícies tocadas a todo momento, como mesas e celulares. Por fim, caso apresente qualquer sintoma gripal, o isolamento voluntário em casa é um ato de responsabilidade”, reforça.
Outro ponto fundamental da etiqueta respiratória é a utilização de máscara em locais públicos quando apresentar sintomas gripais – como garganta inflamada, tosse e coriza. Caso não seja possível, é importante cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço descartável sempre que tossir ou espirrar.
“Adotar o código de etiqueta respiratória significa demonstrar respeito e proteger a saúde de todos à volta. São ações simples que salvam vidas e demonstram respeito pelo próximo”, defende Ledes. Contudo, a medida mais eficaz e segura para evitar complicações respiratórias graves continua sendo a vacinação anual.

