Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal passa a oferecer resultados em menos de 24 horas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou a vigilância contra os vírus respiratórios. Agora, duas vezes ao dia, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) vai liberar resultados de amostras de pacientes com suspeita de adenovírus, metapneumovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2, este último causador da covid-19.

“A celeridade é necessária, inclusive, para qualificar a assistência dada aos pacientes. Dependendo do resultado, pode-se indicar pela internação ou, se for o caso, pela alta”, explica a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes. Para se ter uma ideia, de janeiro até março, a unidade realizou 6.866 análises para estes vírus. A expectativa é a de que essa produtividade cresça ainda mais neste ano.

“Todos os dias, fazemos o recolhimento das amostras coletadas nas unidades de saúde do DF. Os exames recolhidos no período da manhã têm seus resultados finais liberados até às 21 horas do mesmo dia. Agora, ampliamos o recolhimento das amostras com a adoção de mais uma rota: iniciamos às 13h30, com retorno ao Lacen-DF às 17h30, e essas amostras têm seus resultados liberados na manhã do dia seguinte”, detalha a diretora. O Núcleo de Virologia do Lacen-DF realiza essa ação de segunda a sábado, inclusive nos feriados.

Lacen-DF é o laboratório de referência da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e contribui para a vigilância epidemiológica. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Além de representar agilidade para a assistência aos pacientes, a ampliação também tem impacto para a gestão dos serviços, como explica a enfermeira Rosana Campos, da área técnica dos vírus respiratórios da Subsecretaria de Vigilância em Saúde. “A ampliação do monitoramento e a liberação rápida de resultados pelo Lacen-DF fortalecem a vigilância epidemiológica e permitem decisões assistenciais mais ágeis e eficazes no manejo das viroses respiratórias”, afirma.

Em 2026, até 10 de abril, a SES-DF já confirmou 1.445 casos da chamada “Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”. Destacam-se 29 casos por conta da covid-19, 50 pelo vírus influenza, 482 pelo rinovírus, 282 pelo metapneumovírus e 143 por VSR. Os demais foram causados por outros agentes não especificados ou ainda estão em investigação.