Espaço é destinado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar. Melhoria qualifica assistência dada por equipe multiprofissional
O Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), reinaugurou, nesta semana (3), a sua Ludoteca. O espaço é voltado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar.
Criada em 2014, a revitalização da Ludoteca foi completa neste início de ano: desde troca de piso, plotagem de paredes, novo mobiliário com armários, mesas e assentos, até doação de brinquedos adequados à terapia proposta. A melhoria, segundo a equipe da unidade, qualifica o atendimento.
“Gostamos de dizer que o brincar na Ludoteca tem sempre um objetivo”, explica a psicóloga do Hmib Helena Emerich. “Estamos atentos à forma como a criança reage, por que ela escolhe determinado brinquedo, como ela lida com a frustração… Não é um mero brincar”, detalha.
Embora o ambiente seja lúdico e mais infantil, o local também está aberto à assistência a jovens e mulheres vítimas de violência. “Muitos sentem-se melhor e mais responsivos em espaços assim”, complementa Emerich.
Acolhedor, humanizado e técnico

A rede de Cepavs, também conhecida como “Flores em Rede”, oferece atendimento à pessoa em situação de violência no âmbito da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ao todo, são 17 unidades em funcionamento na capital. Dessas, dez possuem Ludoteca ou receberam doações de materiais por meio de parceria com o Instituto Sabin.
A Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF tem buscado fortalecer a rede de Cepavs para que a população receba um atendimento mais humanizado e técnico, segundo a gestora da subpasta, Fernanda Falcomer. “As Ludotecas são importantes ferramentas para garantir que crianças [e outros públicos] que vivenciaram situações de violências recebam um cuidado especializado e acolhedor.”
Atendimento
O acesso ao serviço ocorre, prioritariamente, por demanda espontânea – quando o próprio cidadão o procura diretamente -, podendo também ser feito por meio de encaminhamentos. No local, é feito o acolhimento, são dadas orientações e, a depender da necessidade, a pessoa é inserida no processo terapêutico.
Encontre a unidade de referência por meio de seu endereço residencial ou CEP.
