RA intensifica operação e recolhe mais de 75 toneladas em um único dia; multa por descarte ilegal no DF ultrapassa R$ 2 mil

 

A região de Ceilândia enfrenta um problema recorrente: o descarte irregular de lixo em áreas públicas. Mesmo com a coleta seletiva e programada realizada pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e com a oferta de pontos de Papa-Entulho espalhados pela cidade, moradores continuam descartando pneus, restos de construção civil, lixo doméstico e até móveis velhos em locais proibidos.

As equipes da Administração Regional atuam diariamente no recolhimento desses materiais. Só na última segunda-feira (23), o volume praticamente dobrou: mais de 75 toneladas de lixo irregular foram retiradas de diversos pontos da cidade.

*Risco*- O problema se agrava no período de chuvas. O lixo descartado em terrenos públicos acaba sendo arrastado para bocas de lobo, causando entupimentos e comprometendo a rede de águas pluviais. Como consequência, a capacidade de escoamento diminui, aumentando os riscos de alagamentos em diferentes áreas da cidade.

Além dos prejuízos estruturais, o acúmulo de resíduos favorece a proliferação de roedores, insetos e do mosquito transmissor da dengue, ampliando os riscos à saúde pública.

“Nossas equipes trabalham todos os dias recolhendo esse material descartado de forma irregular. Instalamos placas de advertência, fazemos ações de conscientização e reforçamos a fiscalização. Mesmo assim, muitas pessoas insistem em jogar lixo em locais proibidos ou contratam terceiros para fazer o descarte de forma clandestina. Isso prejudica toda a cidade”, afirmou o administrador regional de Ceilândia, Dilson Rezende.

*Multa passa de R$ 2 mil no Distrito Federal*

O descarte irregular é infração prevista na legislação ambiental do Distrito Federal. A multa para quem for flagrado pode ultrapassar R$ 2 mil, podendo aumentar conforme o volume e a reincidência.

A Administração reforça que há alternativas corretas e gratuitas para pequenos volumes de entulho e resíduos volumosos, além da coleta regular já realizada pelo SLU. O descarte inadequado, além de ilegal, gera custos extras aos cofres públicos e compromete serviços essenciais, como a drenagem urbana.

A orientação é clara: cada morador precisa fazer sua parte. Manter a cidade limpa é uma responsabilidade coletiva — e o impacto do descarte irregular atinge toda a população.